[ Back to EurekAlert! ] Public release date: 8-Nov-2012
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Technische Universitaet Muenchen

Uma combinação de áreas de cultivo e áreas florestais garante uma produtividade elevada

Esta comunicado está disponível em inglês.

Proteção climática ou agricultura intensiva? Segundo cientistas da Technische Universität München (Universidade Técnica de Munique - TUM), é possível combinar os dois sistemas. Seu novo plano de utilização do solo se baseia numa combinação de pequenas parcelas de terra de diferentes culturas com áreas destinadas à exploração florestal. Para explorações agrícolas de médio porte na América do Sul, a transição de um sistema de monoculturas em grande escala, para uma utilização agrícola de áreas de menores dimensões pode também ser mais lucrativo.

Ano após ano, são desmatados na América do Sul cerca de 4 milhões de hectares de florestas. Vão desaparecendo assim, reservatórios enormes de dióxido de carbono. Os programas internacionais de proteção climática estão planejando, por esse motivo, pagamentos compensatórios aos agricultores que preservem as florestas ou plantem novas árvores. Mas a procura de terras para o cultivo de alimentos e de plantas destinadas à produção de energia continua crescendo. Em países como o Brasil ou o Equador, novos conflitos por terras férteis são, desta forma, inevitáveis. É perfeitamente possível conciliar a produtividade elevada da agricultura intensiva com a proteção climática e ambiental, estão convencidos Thomas Knoke e Michael Weber da Technische Universität München. "Utilização diferenciada do solo" é como estes cientistas designam o plano por eles adaptado a explorações de médio porte na América do Sul. Este plano foi concebido por Wolfgang Haber, emérito Professor da TUM. A ideia por trás deste plano é que, em vez de monoculturas de grande escala, os agricultores cultivem diferentes produtos agrícolas em parcelas de terra menores e reservem uma pequena parte dos seus terrenos para floresta e cercas. São plantadas novas árvores nas terras que se encontravam antes abandonadas. A área de cada uma das parcelas de cultivo deve ser suficiente para que continue a ser possível uma exploração intensiva com uso de fertilizantes e máquinas semeadoras e de colheita. As áreas florestais e cercas vivas inseridas entre as parcelas protegem o solo contra a erosão e absorvem CO2 com efeitos nocivos ao clima a longo prazo. Os cientistas calcularam a rentabilidade do seu plano com base numa típica exploração agrícola de médio porte. A fazenda-modelo dispõe de uma área superior a 116 hectares, incluindo áreas de cultivo, áreas florestais e terras não utilizadas. No continente sulamericano existem cerca de 5 milhões de explorações familiares equiparáveis.

Se um agricultor mudar para o modelo da intensificação sustentável, ele terá, inicialmente, custos mais elevados em virtude do florestamento e da divisão em parcelas. Contudo, a longo prazo esta combinação de exploração florestal e agricultura em pequena escala resulta num balanço positivo: isso porque os agricultores, graças às áreas de cultivo muito menores, não apostam tudo num só produto. Tais como investidores astutos, eles dispõem de uma carteira de produtos mais variada, com soja, cana-de-açúcar, milho e café, permanecendo mais independentes das flutuações dos preços. Também as áreas florestais geram receitas adicionais: o material resultante de podas e desbastes é utilizado como lenha, enquanto os troncos de maior porte são vendidos como material de construção. Dependendo de quais os produtos agrícolas que são colhidos, a empresa-modelo obtém, com uma utilização diferenciada do solo e no prazo máximo de oito anos, rendimentos mais elevados do que a empresa especializada em um único produto. Em suma, o agricultor obtém entre 19% e 25% mais de rendimento do que com um regime de cultura em grande escala.

No sentido de facilitar aos agricultores a transição para a utilização diferenciada do solo, os cientistas propõem um financiamento na fase inicial, assim como a transferência de knowhow.

"Os custos daí decorrentes, contudo, são idênticos ou inferiores àqueles de medidas equiparáveis para a redução de CO2", afirma o Prof. Thomas Knoke, do Departamento de Inventário Florestal e Utilização Sustentável da TUM. "A utilização do solo em pequena escala e localmente adaptada é, portanto, uma boa forma de assegurar uma agricultura favorável ao clima e, ao mesmo tempo, altamente produtiva."

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Publicação:

Thomas Knoke, Rosa M. Román-Cuesta, Michael Weber, Wolfgan policy benefit from comprehensive land-use approaches? - Frontiers in Ecology and the Environment 10: 438, outubro 2012, doi: 10.1890/110203 http://www.esajournals.org/doi/abs/10.1890/110203

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