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Startup brasileira desenvolve sistema de controle avançado que atende a 25 setores

Especializada na otimização de processos em caldeiras, a I.Systems mira internacionalização; o emprego dessa solução em unidade da Coca-Cola rendeu economia de 100 mil garrafas PET/ano

Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo

O sistema de controle avançado Leaf, criação da startup brasileira I.Systems, permite à empresa antecipar as variações no consumo, controlar a vazão de ar e a entrada de combustível, entre outras medidas que, ao fim e ao cabo, reduziram custos. Atualmente, o sistema já é utilizado também pela Votorantim Metais, Ambev, Oxiteno, Usina São Martinho, Ajinomoto, entre outras empresas-clientes de 25 setores.

A I.Systems foi fundada há onze anos na cidade de Campinas, no Brasil, pelo engenheiro de computação da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), Igor Santiago, e outros três sócios. Graças ao potencial de inovação e de escala embutidos no Leaf, a startup atraiu a atenção do Fundo Pitanga, com quem se associou. Este fundo de capital de risco tem à frente o biólogo Fernando Reinach e gere US$ 380 bilhões.

O Leaf foi concebido para solucionar problemas comuns de regulação de automação industrial. Baseado na lógica difusa (fuzzy), a tecnologia permite controlar um número maior de variáveis em qualquer linha de produção. "Pretendíamos atender qualquer empresa com o mesmo produto", diz Santiago. "Focamos no problema das empresas e na tecnologia. Não pensamos em tamanho do mercado que, para nós, era infinito".

O produto começou a ganhar contornos em 2007. O programa de Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE) da FAPESP financiou seu desenvolvimento, apoiando alguns dos componentes do sistema, como um minissimulador e uma prova de conceito do controlador e, posteriormente, a primeira versão do Leaf, o IntFuzzy (leia mais em).

O primeiro teste do Leaf foi na Coca-Cola Femsa, em Jundiaí. Utilizando esse sistema, a maior engarrafadora da marca na América Latina reduziu em 31% as perdas por variação de nível de líquido injetado e em 42% as perdas por borbulhamento, além de ter conseguido o controle simultâneo das válvulas de pressão e de vazão. O resultado foi uma economia de 500 mil litros de refrigerante e de 100 mil garrafas PET por ano.

A Suzano Papel e Celulose, segunda maior produtora de celulose de eucalipto do mundo, utiliza tecnologia de controle avançado desenvolvida pela I.Systems para controle de caldeiras. Cada uma das caldeiras é alimentada por fontes diferentes de energia (biomassa, gás e licor preto - subproduto do processo de tratamento químico da indústria de papel e celulose) com velocidades de combustão distintas. Anteriormente, sempre que a Suzano precisava aumentar ou reduzir o consumo de vapor era necessário controlar cada caldeira de forma a manter a pressão estável e evitar aumentos no custo de operação.

A associação com o Pitanga foi crucial na definição do modelo de precificação, orientado ao benefício, adotado pela I.Systems. A empresa-cliente utiliza o Leaf por um determinado período durante o qual os benefícios são mensurados. "Só depois disso é que o cliente se decide pela compra e faz o licenciamento. Se o produto não gera valor, não tem o que remunerar", sublinha Santiago. "Trata-se de um modelo comercial sofisticado, que poucas empresas utilizam, mas é o modelo do futuro."

A I.Systems começou a prospectar os primeiros clientes internacionais. "No final de 2015, pedimos um depósito de patente no United States Patent and Trademark Office (USPTO) para proteger a tecnologia de um sistema de controle baseado em Windows", adianta Santiago.

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Sobre a Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP)

A Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) é uma das principais agências públicas brasileiras de fomento à pesquisa. A FAPESP apoia a pesquisa científica e tecnológica por meio de Bolsas e Auxílios a Pesquisa que contemplam todas as áreas do conhecimento. Em 2016, a FAPESP desembolsou R$ 1,137 bilhão, custeando 24.685 projetos, dos quais 53% com vistas à aplicação de resultados, 39% para o avanço do conhecimento e 8% em apoio à infraestrutura de pesquisa. Saiba mais em: http://www.fapesp.br.

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