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Pesquisa em células senescentes avança para estudos clínicos em humanos

Mayo Clinic

ROCHESTER, Minnesota -- Pesquisadores da Mayo Clinic, junto com colaboradores da Wake Forest School of Medicine e da The University of Texas Health Sciences Center at San Antonio, publicaram descobertas de um estudo clínico de segurança e viabilidade sobre a remoção de células senescentes de um pequeno grupos de pacientes com fibrose pulmonar. Os resultados foram publicados na EBioMedicine.

Embora a função pulmonar, os resultados dos exames clínicos, os níveis de fragilidade e a saúde geral dos pacientes não tenham mudado, todos os 14 participantes mostraram melhorias clinicamente significativas na função física em nove doses ao longo de três semanas. Tal capacidade foi mensurada em quatro testes: velocidade da marcha, velocidade de caminhada em seis minutos, um teste para levantar de uma cadeira e uma pontuação relacionada a um banco de testes da função física.

"Esse foi um breve estudo clínico de segurança para determinar se devemos seguir adiante com estudos clínicos reais de larga escala em humanos," afirma o autor principal Dr. James Kirkland, M.D., chefe do Robert and Arlene Kogod Center on Aging. "É importante enfatizar que, embora tenha sido observada alguma melhoria mensurável em todos os participantes, isso é apenas o início dos estudos em humanos. Nós não sabemos o que vem pela frente."

Células senescentes ou semidormentes (às vezes chamadas de "células-zumbis") se formam em várias áreas do corpo e são responsáveis por características do envelhecimento e fragilidade, que variam de osteoporose ao diabetes e fraqueza muscular. Nesse caso, os pesquisadores estão focados na fibrose pulmonar idiopática, uma condição progressiva e fatal relacionada às células senescentes. Os pesquisadores usaram um medicamento chamado de senolítico, dasatinibe, mais a quercetina, um medicamento aberto, para eliminar as células senescentes.

"Nós estamos estudando a eficácia desse e de outros medicamentos senolíticos, mas isso não significa que eles devem ser usados por pacientes ou prescritos por médicos para condições fora da indicação terapêutica," afirma o Dr. Kirkland. "Quero deixar claro que ninguém deve tomar esses medicamentos. A pesquisa está apenas começando."

Os primeiros coautores do artigo são a Drª. Jamie Justice, da Wake Forest School of Medicine e Anoop Nambiar, M.D., UT Health. Outras instituições colaboradoras foram o South Texas Veterans Health Care System e a University of Central Florida. A pesquisa foi financiada pelo National Institutes of Health, pelo Claude Pepper Older Americans Independence Centers, pelo Connor Group, por Robert e Theresa Ryan, John e Virginia Kunkel e pela Noaber, Ted Nash Long Life and Glenn Foundations. Essa pesquisa não recebeu apoio de nenhuma indústria privada nem de outras agências do setor privado. Os pesquisadores da Mayo têm um interesse financeiro nessa pesquisa. A Mayo Clinic é detentora das patentes dos medicamentos senolíticos.

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