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Características estruturais sutis em rins doados podem prever o risco de transplantes malsucedidos

Mayo Clinic

ROCHESTER, Minnesota -- Pesquisadores da Mayo Clinic descobriram que características estruturais sutis nos rins de doadores vivos que só podem ser vistas com um microscópio podem ajudar a prever o risco de transplantes malsucedidos nos receptores. Os achados foram publicados virtualmente no Journal of the American Society of Nephrology (Revista da Sociedade Americana de Nefrologia).

"Acreditamos que essas anomalias sutis no doador vivo do rim podem aumentar a possibilidade de um transplante malsucedido no futuro para os receptores", disse Naim Issa, M.D., nefrologista da Mayo Clinic e principal autor do estudo. "Esses achados importantes podem trazer insights sobre elementos não reconhecidos da previsão de transplantes de rins malsucedidos para os receptores."

O ano passado bateu o recorde de doações de órgãos de doadores vivos nos EUA, com quase 7.400 transplantes de doadores vivos, de acordo com a Organ Procurement and Transplantation Network (Rede de Aquisição e Transplante de Órgãos). Ainda assim, o número de doadores dispostos está muito abaixo do necessário. Quase 95 mil pessoas nos EUA estão aguardando um transplante de rim que pode salvar suas vidas. Para pacientes que precisam de um transplante de rim, encontrar um doador vivo geralmente é a melhor opção, disse o Dr. Issa. Isso ocorre porque os rins de doadores vivos geralmente duram mais tempo que os de doadores já falecidos, e os doadores de rim vivos apresentam melhores resultados após a doação.

Ao avaliar a qualidade de um rim doado, os especialistas em transplante normalmente se apoiam em informações como idade do doador, fatores de risco e função renal. Esses doadores também são submetidos a exames médicos abrangentes, a fim de garantir que estejam saudáveis o bastante para doar. Não obstante, o transplante fracassa mais cedo para alguns receptores que para outros.

Como parte do estudo, uma equipe de pesquisa liderada por Andrew Rule, M.D., nefrologista da Mayo Clinic, e o Dr. Issa avaliaram 2.293 pares de doador/receptor. Foram realizadas biópsias nos rins dos doadores após sua remoção para transplante no receptor. Com base nessa pesquisa, algumas características estruturais podem afetar a expectativa de vida pós-transplante de rim.

Essas características estruturais sutis são:

  • Formação mínima de cicatrizes no rim
  • Endurecimento dos vasos renais
  • Tamanho maior dos néfrons, que são as unidades funcionais microscópicas do rim

"É necessário continuar pesquisando essas características estruturais sutis, bem como o papel que a resposta imunológica desempenha nos danos causados aos rins transplantados", afirmou o Dr. Issa. "Esperamos que os nossos achados desempenhem um papel no futuro, ajudando a prolongar a expectativa de vida em casos de transplante de rim."

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Esse estudo foi apoiado com financiamento do National Institute of Diabetes and Digestive and Kidney Diseases (Instituto Nacional de Diabetes e Doenças Digestivas e Renais).

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