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A realidade virtual pode ajudar a melhorar o equilíbrio em adultos sénior.

University of Bath

Research News

A realidade virtual pode ajudar a melhorar o equilíbrio em adultos sénior.

Os investigadores da CAMERA estão a analizar a tecnologia de realidade virtual (RV) para ajudar a melhorar o equilíbrio e prevenir quedas.

Os investigadores da Universidade de Bath, procuraram perceber se a RV pode ajudar a melhorar o equilíbrio, e acreditam que esta tecnologia pode ser uma ferramenta valiosa na prevenção de quedas.

Os investigadores reveram 19 estudos individuais sobre o uso da RV para avaliar e treinar o equilíbrio em adultos sénior.

À medida que as pessoas envelhecem, torna-se comum a perda o equilíbrio e as quedas subsequentes, o que aumenta o risco de lesões e afeta a independência da pessoa.

Em Inglaterra, as quedas são a principal causa de lesões não fatais em pessoas com mais de 65 anos e são responsáveis por mais de 4 milhões de dias acamados, tendo um custo estimado de 2 bilhões de libras (£).

Os seres humanos usam três maneiras de manter o equilíbrio: visão, propriocepção (feedback físico dos músculos, articulações e tendões) e sistema vestibular (feedback dos canais semicirculares do ouvido). Dentro destes, a visão é o sistema mais importante.

As formas tradicionais de avaliar o equilíbrio incluem questionários reportados pelos pacientes e os testes físicos, como usar uma passadeira automática ou testar a agilidade ao realizar movimentos ou exercícios específicos.

No entanto, a precisão desses testes pode ser afetada pela idade, sexo e motivação, e os movimentos avaliados não refletem necessariamente cenários da vida real.

Assim, vários estudos de investigação exploram o uso da RV para a avaliar o equilíbrio e pode ainda ajudar os utilizadores a treinar o seu equilíbrio.

O Dr. Pooya Soltani, da Universidade de Bath, e o Renato Andrade, da Clínica do Dragão Espregueira-Mendes Sports Centre - FIFA Medical Centre of Excellence, e da Laboratório de Biomecânica do Porto (LABIOMEP), Faculdade de Desporto da Universidade do Porto, Porto (Portugal), reviram dados de 19 estudos independentes para analizar a validade, confiabilidade e segurança, viabilidade e eficácia do uso de sistemas de head-mounted display para avaliar e treinar o equilíbrio em adultos sénior.

Os resultados foram publicados na revista científica Frontiers in Sports and Active Living, e evidenciam que a RV foi eficaz na avaliação do equilíbrio e pode ser útil para a prevenção de quedas, como também para melhorar o controlo postural e os padrões de marcha.

Os autores descobriram que os sistemas de RV têm também a capacidade de diferenciar indivíduos saudáveis de indivíduos com défices de equilíbrio.

O Dr. Soltani, engenheiro de estúdio da CAMERA, o centro de pesquisa de captura de movimento da Universidade de Bath, afirmou: "Os testes tradicionais para medir o equilíbrio podem ser imprecisos e às vezes inseguros - por exemplo, se o paciente estiver numa passadeira automática que para repentinamente."

"Também pode ser difícil reproduzir situações da vida real em ambiênte de laboratório. Mas o uso da RV abre um grande leque de vários cenários possíveis que são mais naturais e relevantes para o mundo real."

"Por exemplo, pode ser slicitado aos pacientes podem que atravessem uma rua movimentada e estes ambientes podem ser facilmente adaptados para ajudá-los a melhorar gradualmente seu equilíbrio e aumentar a confiança nos seus movimentos."

"Alternativamente, a RV pode ser usada numa perspetiva de videojogo em que os indivíduos navegam virtualmente por um labirinto enquanto simultaneamente realizam tarefas cognitivas, como resolver problemas matemáticos."

"A RV proporciona a flexibilidade de adicionar efeitos desorientadores ou redimensionar e remover elementos, para testar o quão bem os indivíduos conseguem mantêm o seu equilíbrio."

Os investigadores descobriram que quando usadas as versões de RV dos testes tradicionais de equilíbrio, os adultos sénior adquiriam, geralmente, um comportamento cauteloso e demoravam mais para concluir as tarefas. No entanto, estes tendiam a considerá-los mais agradáveis, o que pode contribuir para os incentivar a seguirem um programa de reabilitação."

O Dr. Soltani acrescenta: "Nossa análise mostra que essa tecnologia tem um grande potencial, no entanto, há ainda muito trabalho a ser feito antes que ela possa ser amplamente usada na reabilitação."

"Precisamos verificar parâmetros como alterar a frame rate (velocidade a que as imagens sucessivas são mostradas), descobrir quais os cenários mais eficazes e também reduzir os problemas de enjôo que alguns utilizadores enfrentam ao usar a RV."

Embora a Covid19 tenha adiado temporariamente os planos de testar a tecnologia em indivíduos voluntários, os investigadores procuram agora recrutar alunos de doutoramento para definir protocolos e desenvolver um sistema robusto que possa ser testado pelos utilizadores no final do ano.

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