Um Viewpoint na Genomic Psychiatry analisa como a extraordinária diversidade genética do Brasil cria oportunidades sem precedentes para a pesquisa em longevidade. A Dra. Mayana Zatz e sua equipe descrevem um estudo longitudinal em andamento que já reuniu mais de 160 centenários, incluindo 20 supercentenários distribuídos por diferentes regiões do país. A coorte inclui casos notáveis, como a Irmã Inah Canabarro Lucas, reconhecida como a pessoa viva mais longeva do mundo até seu falecimento, aos 116 anos, em abril de 2025, além do homem vivo mais longevo do mundo, com 113 anos, três supercentenários que sobreviveram à COVID-19 antes da disponibilidade de vacinas, e famílias com múltiplos irmãos centenários. Séculos de miscigenação genética no Brasil podem abrigar variantes protetoras invisíveis em populações mais homogêneas.